domingo, 16 de agosto de 2009

La solitudine.


Solidão pela definição de um dicionario nada mais é do que : f (lat solitudine) 1 Condição, estado de quem está desacompanhado ou só. 2 Lugar ermo, retiro. 3 Apartamento, isolamento. 4 Caráter dos lugares ermos, solitários. E diversas vezes associada a tristeza, geralmente se associa ela quando alguem termina um relacionamento e a pessoa fica de lado, pensando na vida o que a sociedade diz que é sinonimo de tristeza.
Nunca vi alguem ensinando pra outra pessoa, que solidão e necessaria, que faz bem pro corpo e pra mente, sempre vejo o contrario, quem se isola e uma pessoa vazia, que desacreditou da vida hoje em dia pode tambem ser comparado a emo. Isso mesmo, ja que se associa tristeza a solidao porque nao associar emos tambem?
Solidão nada mais é que um momento que voce tem pra criar ideias, pra reformular as coisas que deixou de fazer ou pretende, pra organizar as coisas e um tempo pra voce, porque voce aprende que precisa encontrar alguem, casar, ter filhos, trabalhar pra sustenta-los (nao necessariamente nessa ordem) e esquece que voce precisa de um tempo pra voce mesmo, para se sentir bem.
Não há como encontrar a felicidade em outro alguem se nao estiver feliz consigo mesmo, aqui vai alguns textos para comprovar o que disse.

O Solitário

O solitário leva uma sociedade inteira dentro de si: o solitário é multidão. E daqui deriva a sua sociedade. Ninguém tem uma personalidade tão acusada como aquele que junta em si mais generalidade, aquele que leva no seu interior mais dos outros. O génio, foi dito e convém repeti-lo frequentemente, é uma multidão. É a multidão individualizada, e é um povo feito pessoa. Aquele que tem mais de próprio é, no fundo, aquele que tem mais de todos, é aquele em quem melhor se une e concentra o que é dos outros. (...) O que de melhor ocorre aos homens é o que lhes ocorre quando estão sozinhos, aquilo que não se atrevem a confessar, não já ao próximo mas nem sequer, muitas vezes, a si mesmos, aquilo de que fogem, aquilo que encerram em si quando estão em puro pensamento e antes de que possa florescer em palavras. E o solitário costuma atrever-se a expressá-lo, a deixar que isso floresça, e assim acaba por dizer o que todos pensam quando estão sozinhos, sem que ninguém se atreva a publicá-lo. O solitário pensa tudo em voz alta, e surpreende os outros dizendo-lhes o que eles pensam em voz baixa, enquanto querem enganar-se uns aos outros, pretendendo acreditar que pensam outra coisa, e sem conseguir que alguém acredite. (Miguel de Unamuno, in 'Solidão' )

Felicidade Solitária

A solidão concede ao homem intelectualmente superior uma vantagem dupla: primeiro, a de estar só consigo mesmo; segundo, a de não estar com os outros. Esta última será altamente apreciada se pensarmos em quanta coerção, quantos estragos e até mesmo quanto perigo toda a convivência social traz consigo. «Todo o nosso mal provém de não podermos estar a sós», diz La Bruyère. A sociabilidade é uma das inclinações mais perigosas e perversas, pois põe-nos em contacto com seres cuja maioria é moralmente ruim e intelectualmente obtusa ou invertida. O insociável é alguém que não precisa deles. Desse modo, ter em si mesmo o bastante para não precisar da sociedade já é uma grande felicidade, porque quase todo o sofrimento provém justamente da sociedade, e a tranquilidade espiritual, que, depois da saúde, constitui o elemento mais essencial da nossa felicidade, é ameaçada por ela e, portanto, não pode subsistir sem uma dose significativa de solidão. Os filósofos cínicos renunciavam a toda a posse para usufruir a felicidade conferida pela tranquilidade intelectual. Quem renunciar à sociedade com a mesma intenção terá escolhido o mais sábio dos caminhos. (Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida' )

Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade

Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.

Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.

Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogéneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em óptima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.
(Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'
)

acho que isso define uma parte do que é solidão, nao é tudo ainda, é basicamente só uma introdução, só realmente quem convive com ela, há sabe definir, e sabe que eu posso escrever o ano todo sobre ela ou defini-la em uma frase, o titulo do texto pra quem não conhece, e sinceramente uma das musicas internacionais de que eu mais gosto, La solitudine- renato russo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Afinal de contas, o que é o amor?


A palavra amor (do latim amor) recebe vários significados na lingua portuguesa. Pode significar paixão, afeição, satisfação, libido, desejo, bem querer.... A definição popular diz que amor é quando há a formação de um vínculo amoroso com alguém.
O amor é visto por várias formas, exist o amor entre irmãos, entre uma pessoa e um ser desconhecido(platônico) e existe o amor original, aquele que nossos pais atingiram em certo ponto da vida, acho que geralmente quando iam se casar. O amor platônico, segundo platão é um amor que só fica em idéais, um amor que é essencial a fantasia humana. Na verdade o que platão nao teve coragem de dizer, amor platônico e dedicar-se a vida do outro, sentir prazer só em ver aquela pessoa passar, sentir seu coração palpitar, ter borboletas no estômago, é ver a quem se ama feliz, mesmo que você não seja o motivo da felicidade dela, amor platônico e mergulhar seu coração em outro na ânsia de ser correspondido.
O amor que vemos em filmes, a maioria é tudo mentira, para o amor realmente existir ele deve ser permitido. O que significa ser permitido? Permitido é quando ocorrer um nível de aceitação natural, mental ou física, ou seja, haja reciprocidade. O amor pode ser definido em duas formas básicas: O Eros que a parte que o amor se liga mais a atração física,mantendo um ciclo amoroso ou seja uma relacao de desejo carnal.
E existe o Psique, que representa o verdadeiro amor, que é o espiritual.
Para existir o amor que um dia esperamos ter, os cientistas atribuem alguns fatores como: Philia, Storge e Sexo. A pilhia significa dedicação total ao outro,o Storge vem do gredo amizade e significa a confiança mútua, o entrosamento e os projetos compartilhados, Sexo é quando se chega na forma máxima de amor.
De acordo tambem com os poetas e os cientistas, o amor está relacionado com a loucura, ou dizendo no modo de vida mais cientifico, o amor cria uma atividade área do cérebro que a fome, a sede, as drogas pesadas criando atividade de Polimerase. Nada melhor do que definir o que disse o cientista com essa frase ''Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
Se não entendeu nada ai em cima e deve achar que sou um louco, pois bem eu realmente sou um louco, porque conheço o amor de todas as suas formas, com o tempo você fica mais experiente e consegue ver que quando era criança acreditava que o amor vinha do coração e ao crescer você percebe que ele vem da cabeça e que você pode escolher entre ficar ou não apaixonado, é tudo uma questão de se adptar. Pra terminar vou colocar uma frase de uma criança de 6 anos, sobre a definição do que é o amor. "Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela.''

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nao acredito mais no amor e sim em respeito e amizade.


Esse texto tinha escrito faz algum tempo, quando voce sofre uma desilusão amorosa, a tendencia e ficar mais vulneravel e nao acreditar em certas coisas, e uma delas e o amor. Ai vai o texto, ;)

Desde muito pequenos nossos pais nos ensinam que devemos ter uma família, cursar uma faculdade, procurar um emprego, fazer dinheiro, casar e ter filhos, enfim. Só que o primordial, a essência que rege o universo não se consegue ensinar, pois esta é adquirida conforme nossas ações, para o bem ou para o mal, não importa o que nos identifica é o que nos transparecemos ser.
É justo que as pessoas se relacionem. Aliás o mal do século é a solidão. O problema está quando nos apaixonamos e perdemos nossa identidade, por viver a vida do outro. Esquecemos da nossa própria vida e isto se torna perigoso demais. Assim é mais fácil falar em respeito e amizade. Há um ditado popular que diz : " Ninguém quer o mal a quem sabe ser seu bem''. Acredito que o amor não e tão perfeito ao ponto de ser eterno. Sempre haverá um limite, uma resposta as obrigações impostas na convivência, um não que desafoga um querer.
Portanto, devemos ficar atentos a mudanças no intuito de não nos perdemos nesta busca incessante, pelo amor.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O outro lado das maçãs do topo.



Mulheres sao como maçãs em arvores. As melhores estão no topo. Alguns homens tentam e querem alcançar essas boas, porque eles acreditam em algo e vão além de palavras, onde muitos fazem papeis de estúpidos. Por isso preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, por medo de tentar ou não conseguir as do topo. Assim as maçãs do topo pensam que algo está errado com eles e nao tentam mudar, achando que o problema esta nos homens, a maioria delas deram a chance uma vez pra alguém, e não se saíram bem e por isso concluem que todos os homens são iguais, isso e o problema das maçãs. E os homens ficam pensando, o que foi que eu fiz? aonde foi que eu errei? E a reposta e NADA meus amigos, elas preferem os mais bonitos e de certo modo meio galinha e deixam os que realmente sentem algo para trás, achando que eles vão sempre estar esperando por elas... mas os que param pra pensar, não estão. Raros são os que ficam e os que conseguem. Elas têm que escolher um pouco melhor, parar de se importar somente com a beleza e a fama que eles tem, e da uma chance a alguém que realmente se importa com elas e quer alguma coisa, aqueles que são valentes pra não desistirem de continuar tentando por mais que já tenham caído por milhares de vezes e continuam tentando escalar... e qual maçã você é?