Solidão pela definição de um dicionario nada mais é do que : f (lat solitudine) 1 Condição, estado de quem está desacompanhado ou só. 2 Lugar ermo, retiro. 3 Apartamento, isolamento. 4 Caráter dos lugares ermos, solitários. E diversas vezes associada a tristeza, geralmente se associa ela quando alguem termina um relacionamento e a pessoa fica de lado, pensando na vida o que a sociedade diz que é sinonimo de tristeza.
Nunca vi alguem ensinando pra outra pessoa, que solidão e necessaria, que faz bem pro corpo e pra mente, sempre vejo o contrario, quem se isola e uma pessoa vazia, que desacreditou da vida hoje em dia pode tambem ser comparado a emo. Isso mesmo, ja que se associa tristeza a solidao porque nao associar emos tambem?
Solidão nada mais é que um momento que voce tem pra criar ideias, pra reformular as coisas que deixou de fazer ou pretende, pra organizar as coisas e um tempo pra voce, porque voce aprende que precisa encontrar alguem, casar, ter filhos, trabalhar pra sustenta-los (nao necessariamente nessa ordem) e esquece que voce precisa de um tempo pra voce mesmo, para se sentir bem.
Não há como encontrar a felicidade em outro alguem se nao estiver feliz consigo mesmo, aqui vai alguns textos para comprovar o que disse.
O Solitário
O solitário leva uma sociedade inteira dentro de si: o solitário é multidão. E daqui deriva a sua sociedade. Ninguém tem uma personalidade tão acusada como aquele que junta em si mais generalidade, aquele que leva no seu interior mais dos outros. O génio, foi dito e convém repeti-lo frequentemente, é uma multidão. É a multidão individualizada, e é um povo feito pessoa. Aquele que tem mais de próprio é, no fundo, aquele que tem mais de todos, é aquele em quem melhor se une e concentra o que é dos outros. (...) O que de melhor ocorre aos homens é o que lhes ocorre quando estão sozinhos, aquilo que não se atrevem a confessar, não já ao próximo mas nem sequer, muitas vezes, a si mesmos, aquilo de que fogem, aquilo que encerram em si quando estão em puro pensamento e antes de que possa florescer em palavras. E o solitário costuma atrever-se a expressá-lo, a deixar que isso floresça, e assim acaba por dizer o que todos pensam quando estão sozinhos, sem que ninguém se atreva a publicá-lo. O solitário pensa tudo em voz alta, e surpreende os outros dizendo-lhes o que eles pensam em voz baixa, enquanto querem enganar-se uns aos outros, pretendendo acreditar que pensam outra coisa, e sem conseguir que alguém acredite. (Miguel de Unamuno, in 'Solidão' )
Felicidade Solitária
A solidão concede ao homem intelectualmente superior uma vantagem dupla: primeiro, a de estar só consigo mesmo; segundo, a de não estar com os outros. Esta última será altamente apreciada se pensarmos em quanta coerção, quantos estragos e até mesmo quanto perigo toda a convivência social traz consigo. «Todo o nosso mal provém de não podermos estar a sós», diz La Bruyère. A sociabilidade é uma das inclinações mais perigosas e perversas, pois põe-nos em contacto com seres cuja maioria é moralmente ruim e intelectualmente obtusa ou invertida. O insociável é alguém que não precisa deles. Desse modo, ter em si mesmo o bastante para não precisar da sociedade já é uma grande felicidade, porque quase todo o sofrimento provém justamente da sociedade, e a tranquilidade espiritual, que, depois da saúde, constitui o elemento mais essencial da nossa felicidade, é ameaçada por ela e, portanto, não pode subsistir sem uma dose significativa de solidão. Os filósofos cínicos renunciavam a toda a posse para usufruir a felicidade conferida pela tranquilidade intelectual. Quem renunciar à sociedade com a mesma intenção terá escolhido o mais sábio dos caminhos. (Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida' )
Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade
Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.
Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre. A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.
Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogéneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em óptima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.
(Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida' )
acho que isso define uma parte do que é solidão, nao é tudo ainda, é basicamente só uma introdução, só realmente quem convive com ela, há sabe definir, e sabe que eu posso escrever o ano todo sobre ela ou defini-la em uma frase, o titulo do texto pra quem não conhece, e sinceramente uma das musicas internacionais de que eu mais gosto, La solitudine- renato russo.
Posso estar só mas sou de todo mundo, por eu ser só um... ah nem, ah não, ah nem dá aah! Solidão, foge que eu te encontro que eu já tenho asas. Isso lá é bom? Doooce solidão!
ResponderExcluir(Marcelo Camelo)
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Sabe eu concordo plenamente que a solidão é sinônimo de liberdade, e tempo pra autoconhecimento e que a sociedade, é o que tira isso. Mas eu não acho que a insociabilidade faça bem pra alguém, afinal é compartilhando sentimento que a gente descoibre o amor, e o amor ele traz todas as emoções, e pra mim, é maior que a liberdade. (Não que ele tire a liberdade da gente, mas não dá pra amar sozinho)
Amo você, tá muito bom :*